Gerente do Hospital de Campanha de Lafaiete é exonerada após prestar depoimento na CPI da Covid

A gerente do Hospital de Campanha de Conselheiro Lafaiete, Vivian Castro foi exonerada, segundo revelou o vereador e presidente da Câmara, João Paulo Fernandes Resende durante a sessão da terça-feira, 06/07. Para o vereador, o depoimento da gerente na CPI da Covid-19 teria motivado a exoneração.

Indignado, o vereador Sandro José (PROS) classificou a liminar que garante a presença de pessoas da Procuradoria nos depoimentos da CPI e a demissão da gerente do Hospital de Campanha como “lei da amordaça”. “É proibido falar do prefeito. É proibido falar de Covid. É proibido falar de transporte público. É proibido a manifestação de qualquer servidor que venha trazer a verdade dos fatos que ocorrem neste município”, disse o vereador.

Sandro José repudiou a exoneração da servidora.

Segundo Sandro José, a gerente foi proibida de entrar no Hospital de Campanha. “Não estamos aqui para poder vingar ninguém. A CPI foi criada para trazer benefícios para comunidade. Diferente aquilo que foi anunciado que essa casa é contra o Executivo. É mentira. Quanto melhor para o Executivo, melhor para os cidadãos”, comentou Sandro.

Para o vereador, a liminar conquistada pela Procuradoria Municipal prejudica os trabalhos da CPI com a inibição das testemunhas. “Ninguém vai querer vir aqui nesta casa dar testemunho a favor do povo lafaietense. Sabe por que? Tem muita gente que precisa colocar comida na mesa e o emprego que tem é o da Prefeitura. Na crise que tá e na pandemia não consegue emprego em outro lugar”, repudiou.

O vereador João Paulo fez um apelo para que o prefeito Mário Marcus (DEM) intervenha na situação e volte atrás na decisão da exoneração da gerente. “Essa casa não pode ficar calada e aceitar a exoneração da Viviam. Ela tem que ser conduzida novamente ao cargo”, disse João Paulo que não vê motivo para a demissão da servidora.

Apesar de líder do prefeito na Câmara, o vereador Osvaldo Barbosa (PV) afirmou que o Legislativo não vai cruzar os braços e classificou a exoneração da gerente como ato arbitrário e covarde. “Será que começou a caçada a todo que vierem depor nesta casa?”, questionou o vereador.

Os vereadores Pastor Angelino (PP), Valdo Silva (SD), André Menezes (PP), Renato Pelé (Podemos) e Damires Rinarlly (PV) também manifestaram contra a demissão da servidora. A CPI da Covid foi instaurada para apurar denúncias com relação a supostas irregularidades no enfrentamento a pandemia.

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